8 de novembro de 2013

Sobre a II Conferência Estadual Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente Pará

Por: Carlos Gouvêa; Jovem do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Estado do Pará.
Nestes últimos dias, mais precisamente entre os dias 05 a 07 de Novembro de 2013, aconteceu na Cidade das Mangueiras (Belém) a II Conferência Estadual Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente do Estado do Pará.
Foi um momento cansativo, estressante e também feliz, afinal, foi a concretização de um ano de trabalho, de reuniões (que por muitas vezes iam "do nada" para o "lugar nenhum"). Onde lidamos com pessoas que diziam representar instituições, mas que estavam ali apenas para referendar seu nome em um processo que sequer colaborou com um centavo para que a história toda acontecesse.
A priori foi um momento difícil, o governo do Estado na mão do PSDB, uma má vontade de realizar um processo destinado especialmente a alunos e alunas de todo o País chamado Pará. Não liberação de verba, espaço mal estruturado, locais distantes, numa conferência de meio ambiente a não produção de uma sequer caneca para evitarem-se os descartáveis e não garantia da contribuição para que a sociedade civil organizada participasse do processo, o quê no discurso, apresentava-se o oposto.
Egos de professores e gestores que infelizmente alimentam o espírito da competição, da disputa e não o da colaboração, da cooperação espírito que prega de fato a educação ambiental. Dá uma vontade de chorar quando penso que nestes últimos anos independente de governo o desrespeito com a juventude é o mesmo, não consultam, atropelam. Dá uma vontade de chorar quando olhamos crianças e adolescentes dispostos e participativas num processo que é deles, que se encontram raramente para trocar experiências, neste momento é em que tudo vale a pena. Dá uma vontade de chorar quando vemos adultos que falaciosamente defendem a autonomia da juventude, manipulam seus alunos para que as coisas saiam do seu agrado.
Tivemos ao menos uma vitória, conseguimos aprovar o início e o fomento de um debate para a construção de uma política de juventude e meio ambiente.

Dá uma vontade de chorar que mesmo apesar de tudo e de não conhecer todo o processo há amizades que se dispões a nos ajudar. É com uma sensação de realização que quero agradecer aos meus queridos amigos que ainda apostam na construção de um outro modelo de sociedade. Obrigado: Karla Gouvêa, Letice Lima, Wirlley Quaresma, Ingrid Fabi Santos, Jairo Silva Amaral e Jorge Anderson, que se disporam, se doaram à causa. A vocês, com todas as lágrimas de agradecimento, meu muito obrigado. Agora vamos que temos por vir o II Encontro Estadual da Juventude pelo Meio Ambiente.










Fotos: Jorge Anderson

7 de novembro de 2013

Gravação releva pagamento de propina a Juízes do TRE/PA.

4 juízes citados em gravação que revelaria pagamento de propinas a juízes do TRE Pará. Ouça a gravação feita pelo prefeito cassado de Marabá, João Salame, que teria se recusado a comprar sentença favorável naquele tribunal. Venda seria intermediada pelo ex-prefeito de Marituba Antônio Armando. Propinas pagas por Duciomar teriam custado R$ 800 mil. Polícia Federal abriu inquérito para investigar o escândalo.


É um “causo” sensacional, caro leitor.
No último dia 5, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará cassou o mandato do prefeito de Marabá, João Salame, que teria distribuído combustível em troca de votos (leia aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/11/tre-cassa-mandato-do-prefeito-de-maraba.html).
Não se pode dizer que foi uma decisão surpreendente: há semanas, muitos  davam como certa a cassação do prefeito de Marabá.
E o problema, diziam blogs e jornais, seria bem mais político do que legal: a raiva nutrida por inimigos poderosos, entre os quais o governador Simão Jatene.
Daí que bem mais surpreendente (Inesperado! Extraordinário!) foi o day after da cassação: a revelação de que Salame (que é jornalista) gravou um áudio que comprovaria a venda de sentenças por juízes do TRE.
É claro que é preciso investigar e pressupor a inocência dos acusados.
Mas o áudio é um pitéu raríssimo, nestas e noutras plagas...
Até porque vai ao encontro do que há muito se comenta nos meios políticos, jornalísticos e empresariais: a possível existência de uma indústria de sentenças nos tribunais do Pará.
Suborno de R$ 800 mil foi “barato”
Veja-se o caso de Duciomar Costa, o prefeito mais processado por improbidade administrativa da história de Belém (http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/06/duciomar-costa-o-prefeito-mais.html).
Foram pelo menos 42 processos, 13 deles por improbidade, nas justiças federal e estadual – e isso sem falar nas rumorosas ações a que ele respondeu no TRE, acusado do mais deslavado uso da máquina, para se reeleger.
No entanto, Duciomar permaneceu no cargo até o último dia de seus dois mandatos.
E o áudio gravado por Salame, se confirmada a denúncia, finalmente ajudará a entender o porquê: Duciomar teria subornado pelo menos dois juízes paraenses.

Valor da suposta propina: R$ 800 mil, em valores da época.
Na gravação, há dois interlocutores.
O primeiro é o próprio Salame.
O segundo seria Antonio Armando, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Marituba.
Armando seria o intermediário na venda de uma sentença favorável ao prefeito de Marabá.
A juíza disposta a vender o voto seria a própria relatora do processo, Ezilda Pastana Mutran.
Mas, na conversa, Armando diz que Ezilda tem condições de garantir pelo menos mais dois votos favoráveis ao prefeito.
Um deles seria o da juíza que ele chama apenas de “Eva” – e a única magistrada com esse nome no TRE é Eva do Amaral Coelho.
Mas além desses três votos, Armando diz que seria possível conseguir mais um, caso Salame se dispusesse a “ir pra cima” do juiz federal.
De acordo com o site do TRE, há dois juízes federais naquele tribunal: Ruy Dias de Souza Filho e Antonio Carlos Almeida Campelo.
No entanto, Antonio Armando não revela a qual deles está a se referir.
Mais adiante, porém, ao contar como teria intermediado a compra de uma sentença favorável a Duciomar, ele diz que teria sido o juiz federal de nome Rui a receber uma propina de R$ 500 mil.
Já Ezilda Mutran teria recebido R$ 300 mil.
E o suborno teria ficado até barato, já que se tratava de um prefeito da capital.
Até o corregedor do TRE?
Há mais, porém.
Ao falar sobre a decisão judicial (uma liminar) que o impediu de assumir a Prefeitura de Marituba, após as eleições de 2012, Antonio Armando inclui mais um juiz, de nome “Holanda”, entre os magistrados que recebem propina.
E no site do TRE só há um juiz com esse nome: é o desembargador Raimundo Holanda Reis, vice-presidente e corregedor daquele tribunal.

Veja no quadrinho a composição do TRE.

Propina pela metade

O caso desse “Holanda”, aliás, chega a ser risível: o combinado pela sentença (que teria sido comprada por Mário Filho, o candidato mais votado para a Prefeitura de Marituba) teria sido de R$ 150 mil.
No entanto – veja só como são as criaturas, caro leitor – Mário teria dado o cano em “Holanda”, pagando-lhe apenas R$ 80 mil...
Outra pessoa citada na conversa (e de forma insistente) é um certo “Sábato” – mesmíssimo nome do advogado Sábato Rossetti, que atuou na defesa de Duciomar e que é um dos mais conhecidos advogados eleitorais do Pará.
O Sábato da conversa teria sido o sujeito a pagar os R$ 500 mil de propina ao juiz federal de nome Rui.
E o Sábato da conversa teria ficado tão feliz, mas tão feliz com absolvição de Duciomar que chegou até a sapecar um beijo em Antonio Armando.
Tudo porque o ex-prefeito de Marituba teria conseguido o que parecia impossível: fazer com que Ezilda Mutran mudasse o voto desfavorável a Duciomar - um voto que já havia até antecipado, aliás.
“Foi inspiração divina”, ironiza Armando, ao contar que Ezilda teria mudado o voto porque recebera o pagamento dois dias antes.

Assessor do Governador

Na gravação, Antonio Armando se gaba de já ter intermediado a compra de várias sentenças e de ter sido o sujeito que resolveu todas as pendências judiciais de Duciomar.
E diz, ainda, que goza de tanto prestígio junto a Ezilda Mutran (aliás, a relatora do processo de cassação de Salame) porque arranjou emprego para o "marido" dela, na Assessoria do governador.
E o "maridão", embora pago pelo Executivo, só trabalharia mesmo é para a magistrada, inclusive como "ponte" para transações comerciais.
Ontem, o Ministério Público Federal informou que requisitou a abertura de inquérito pela Polícia Federal, para investigar o caso.
A gravação foi entregue por Salame ao advogado dele, Inocêncio Mártires, que a entregou ao presidente do TRE, Leonardo Noronha Tavares.
No dia 31 de outubro, o desembargador informou o MPF e a Advocacia Geral da União (AGU). Leia aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/11/gravacao-apontaria-pagamento-de.html
Ontem, Salame divulgou nota de esclarecimento na qual diz que gravou o áudio para se proteger e que não aceitou pagar a propina que lhe era exigida para evitar a cassação.
Ouça o áudio gravado por Salame: 

https://soundcloud.com/anaceliapinheiro/voz-001-1

Leia a nota de esclarecimento divulgada pelo prefeito cassado de Marabá:

Nota de Esclarecimento

Acerca de nota veiculada na página da internet do Ministério Público Federal no Pará relativamente à existência de gravação envolvendo denúncia de venda de sentença no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral do Pará quero esclarecer o seguinte:

01-Fiz a gravação para me proteger num processo que avaliei como nebuloso e cheio de interferências políticas e pessoais que fogem da esfera jurídica;
02-Cumpri com meu papel de cidadão e entreguei o áudio ao meu advogado, Dr. Inocêncio Mártires, para que o mesmo encaminhasse ao presidente do TRE, desembargador Leonardo Tavares;
03- Fui vítima de julgamento contaminado por questões de natureza pessoal, tendo em vista que a juíza Izilda Pastana Mutran, relatora do processo, foi denunciada na Polícia por mim 20 anos atrás por ter agredido fisicamente minha atual esposa, à época grávida de 8 meses. Lamentavelmente o registro dessa denúncia desapareceu misteriosamente dos registros da delegacia, o que nos impediu de solicitar sua suspeição;
04- O áudio foi entregue ao Desembargador Leonardo logo no início da apreciação do processo e lamento que o presidente do TRE não tenha optado por suspender o julgamento para apurar, no âmbito da sua competência, a falta de isenção manifesta da relatora do caso.
05-Não aceitei pagar propina que me foi exigida para ser inocentado de algo que não fiz. Minha biografia não admite o emprego deste tipo de artifício.
06- Fui condenado injustamente por uma julgadora que demonstrou possuir ódio e rancor por fato do passado.
07- Para me condenar a verdade foi varrida. Toda sociedade de Marabá é testemunha que na véspera do pleito de 2010 fiz carreata. Até meus adversários confirmam isso. Só a minha julgadora não aceitou se curvar as evidencias. Isso é trapaça ética!
08- A ruidosa operação da Polícia Federal no posto de gasolina em Marabá ocorrida em 2010 apreendeu 18 notas de abastecimento, totalizando 200 litros de combustível, volume compatível com a realização do evento eleitoral, gastos incluídos na minha prestação de contas que foi aprovada pela Justiça Eleitoral.
09- Já me coloquei à disposição do Ministério Público Federal para esclarecer os fatos narrados na referida gravação e acrescentar outros elementos que vão robustecer as provas de que há algo mais entre o céu e a terra no TRE do Pará do que nossa vã filosofia possa imaginar.
10-Serei incansável na busca da Justiça. O mandato de prefeito de Marabá me foi confiado por 57% dos votos dos meus conterrâneos e não é justo, ético e nem razoável que o desejo do povo de Marabá seja adulterado indevidamente.
11- Quero acrescentar que o Tribunal Superior Eleitoral já decidiu reiteradamente que não é juridicamente possível cassar mandato conquistado na eleição de 2012 por alegada infração supostamente cometida no pleito de 2010. Mesmo diante dessa posição da instância superior fui deposto do mandato. Tirem suas conclusões.

João Salame Neto
Prefeito Constitucional do Município de Marabá

1 de novembro de 2013

29 de outubro de 2013

DNJ2013. Belém/Pará

Atenção Juventude!
Durante essa semana, estará acontecendo o DIA NACIONAL DA JUVENTUDE. O DNJ 2013.
Fica o convite para quem puder está participando da programação que vai de 30 de Outubro à 3 de Novembro de 2013.
Fiquem a vontade para conhecer , se integrar e unir-se à outros tantos jovens que estarão participando desse momento! #Participe.

PROGRAMAÇÃO DO DNJ 2013:
1º dia (30/10):
Atividade: Análise Ecumênica das Juventudes da RMB.
Local: Paróquia Imaculada Conceição
Hora: 18hs.
2º dia (31/10):
Atividade: Roda de conversa sobre relato de experiência de trabalho de, para e com juventudes.
Local: Paróquia Imaculada Conceição
Hora: 18hs.
3º dia (01/11):
Atividade: Juventude e Missão – visita de mobilização para a marcha.
Local: Bairro Castanheira
Hora: 18h
4º dia (02/11):
Atividade: Memórial das velas “Vigília in memoriam das juventudes” exterminadas”
Local: São Brás
Hora: 18h
5º dia (03/11):
Atividade: Marcha DNJ 2013 – Juventude e Missão “Jovem: levante-se, seja fermento!”.
Local: Comunidade Santa Inês (Castanheira)
Hora: 16h.

Endereço: PARÓQUIA IMACULADA CONCEIÇÃO.
TRAVESSA: SNAPP.
Referência: Atrás da ESCOLA MADRE CELESTE da Augusto Montenegro.


Envolvimento!


Fiquei imaginado abstratamente as intenções de trocas que ocorreram com esses simpáticos e importantes seres!
Acredito que tenha sido algo retratado desse texto \o/! Será?

(Tesão e Soneto)

Enquanto segues em frente, Deito-me maliciosa em teu leito, Sentindo teu corpo quente: Diante das tuas mãos, tudo aceito... Roubas meus seios da minha roupa, Acariciando-os com intensos beijos, Deixando-me completamente louca, Abrindo-se para ti a Flor dos meus Desejos... Sou só desejo, sou toda tua... Beijo-te inteiro com sofreguidão, Enquanto deixas-me totalmente nua, Provocando em meu corpo espasmos e gemidos, Embalo com lambidas teu tesão. Até nos tornarmos um só em todos os sentidos...!


25 de outubro de 2013

Com leilão de Libra, educação e saúde deixaram de ganhar bilhões.

Em 22 de outubro de 2013, o Brasil amanheceu debatendo se o leilão do campo de Libra, realizado no dia anterior no Rio de Janeiro, foi vantajoso ou não ao país. Com apenas um consórcio participante e vencido pelo lance mínimo, o leilão levará dinheiro novo para educação e saúde, mas em volume muito menor do que deveria e do que é necessário.
Diante da impressionante riqueza em jogo, veículos internacionais deram destaque ao tema. De Nova York, o "Wall Street Journal" considerou que o Brasil deu um passo significativo "rumo ao patamar das grandes nações produtoras de petróleo" (Brazil Moves to Join Other Major Oil Nations), tal como desejava o Governo Federal, liderado por Dilma Rousseff. Já a revista alemã, Der Spiegel, defendeu em artigo on-line que o país vendeu um tesouro, cuja exploração compreende altos custos ambientais, "a preço de pechincha" (Brasiliens Rohstoff-Versteigerung: Schnäppchen für die Öl-Ausbeuter), fazendo coro a todos os manifestantes que queriam cancelar o leilão.
Paradoxalmente, escritas desse modo, as duas visões tendem a estar corretas. Apenas o fato de explorar Libra, e sua reserva de 8 a 10 bilhões de barris de petróleo, alçará o Brasil a uma posição econômica e geopolítica ímpar. Ao mesmo tempo, o maior e mais promissor campo da camada pré-sal foi leiloado a um preço muito aquém do aceitável. Resultado, o Brasil pode se consolidar como "a" potência do hemisfério do sul, mas sua população será menos beneficiada do que deveria. Aliás, situação nada estranha à nossa história.
Isso ocorre porque as duas áreas essencialmente beneficiadas com a exploração do pré-sal são, respectivamente, a educação pública e a saúde, extremamente decisivas para a garantia de qualidade de vida da população. Como é de conhecimento geral, segundo a recente Lei 12.858/2013, conquistada pela sociedade civil, a saúde ficará com 25% dos royalties, sendo que a educação receberá 75% dos royalties e 50% dos valores depositados no Fundo Social do Pré-Sal, composto, em grande medida, pela partilha do excedente em óleo. Portanto, quanto menor for a parcela do excedente em óleo que fica com o Estado brasileiro, menor será o valor investido em políticas públicas educacionais e de saúde.
Entenda o excedente
Com apenas um concorrente, o campo de Libra foi leiloado pelo valor mínimo previsto no edital: a princípio, 41,65% do excedente em óleo ficarão com o Estado nacional e 58,85% com o consórcio vencedor. Desse consórcio, cabe à Petrobras 40% negócio, sendo que as estatais chinesas dividem 20% da iniciativa e as europeias Shell e Total possuem os 40% restantes, ficando cada uma com 20% da empreitada.
Mesmo com alto custo exploratório, exigindo o desenvolvimento de novas tecnologias, o campo de Libra é um reservatório quase sem risco de retorno, graças às exaustivas pesquisas realizadas pela Petrobras. Assim, a parcela de 41,65% do excedente em óleo para o Estado brasileiro é muito baixa, ainda mais se considerada a prática dos leilões ao redor do mundo, na qual os governos ficam com cerca de 60% a 80% da partilha, em modelos de contratos similares. No entanto, piora o quadro uma alteração recente no edital, que fez com que a parcela do excedente em óleo se tornasse flutuante.
Segundo o consultor legislativo da Câmara dos Deputados para Assuntos de Petróleo e Gás, Paulo César Ribeiro Lima, um dos maiores especialistas em energia do Brasil, a participação da União, ou do Estado brasileiro, será muito menor que o anunciado, caso o valor do barril de petróleo despenque no mercado internacional e a produtividade da produção de Libra também seja reduzida. Para ele, esse cenário não é tão improvável, devido ao fato de que a produção mundial de petróleo pode ser afetada pelo aumento da produção estadunidense de Shale oil, categoria de óleo extraído do xisto betuminoso.
Pelas regras do edital, a remuneração de 41,65% é calculada numa perspectiva de produção de 12 mil barris por dia, cada um no valor entre USD 100 (dólares) e USD 120 (dólares). Se a produção e o preço do barril subir, a parcela do Estado brasileiro do excedente em óleo sobe para 45,56%, contra 54,44% para as empresas. Mas se ambos caírem, pode chegar a alarmantes 9,93%.
Conforme Lima, as regras estabelecidas para o leilão de Libra são diferentes daquelas do regime de partilha de outros países. Utilizando o exemplo da Noruega, caso um reservatório como Libra fosse descoberto lá, o Estado norueguês ficaria com mais de 60% da produção, e não as empresas.
A partir de 2018 ou 2019, quando Libra começar a ser um campo efetivamente produtivo, não há dúvida de que o Brasil passará a ser um país melhor posicionado nas relações internacionais. Contudo, ao leiloar seu maior tesouro petrolífero em contrato muito desvantajoso, a população brasileira mais uma vez ficará alijada de se beneficiar das riquezas que lhe pertencem.
Ainda não é possível estimar, com precisão, o quanto a educação e a saúde deixaram de ganhar com o leilão de Libra. Sabe-se apenas que o volume fica na casa das centenas de bilhões. Libra se foi, o Governo Federal pretende licitar outros campos, menos promissores, em 2015. Como tem defendido o coordenador-geral da cutista FUP (Federação Única dos Petroleiros), João Antônio de Moraes, o desafio mais estratégico agora é fazer com que o povo brasileiro entenda de política energética, especialmente petróleo e gás, "para não vir a ser lesado". Em outras palavras, para defender seu direito à educação o povo brasileiro precisará de maior engajamento e... Educação.

Tentativa de Assalto? Ou falta de acesso à políticas públicas?

#CasoSério!


Indo eu ontem à noite, depois dos afazeres do dia. E de ter trocado boas energias com o/a #gomes. Tive que me deparar com uma situação de extrema tensão e violência! Sem sombras de qualquer dúvida. O fato ocorrido ontem no Coletivo "PAAR VER-O-PESO" #90720 é o retrato do descaso social dos acessos as políticas públicas efetivas e de qualidade na Educação, ao mercado de trabalho, ao lazer, à cultura que compreendo ser um dos fatores de contemplação do "ser sentir bem" de " ser útil para a sociedade" " de ser um/a gente de transformação e visibilidade de algo que possa agregar valores e saberes para um coletivo. Mas não foi muito bem isso que ocorreu por volta das 22:45hs na almirante barroso sentido Belém/Ananindeua no trecho da Tuna Luso Brasileira. Quando "do nada" surge uma viatura da Ronda Tática (ROTAM) abordando o coletivo bruscamente interceptando-o. A minha reação de imediato e a de tod@s aqueles passageiros agoniados para chegar em casa, foi só uma: O que está acontecendo? Porque pararam o ônibus? Aparentemente não havia nenhuma #blitz (e não havia) ou algo que pudesse interromper aquela viagem agradável de lotação. Mas havia...! Havia a suspeita de dois meliantes e uma denúncia de que aquela condução iria ser assaltada. Gente, como assim? É isso mesmo, uma tentativa de assalto frustrada, denunciada por uma passageira que suspeitou do fato e desceu paradas antes. Denunciando e dando tempo para que a viatura chegasse a tempo, antes que o assalto coletivo acontecesse. Parece roteiro de filmes baseados em fatos reais de violência, onde escracham tiros, sangue pra todo lado, mortes. #Medo. Mas nada disso ocorreu. O fato é que encontraram os dois suspeitos com as características exatas ditas pela "mulher que desceu paradas antes" evitando assim o pior. Depois da tensão ocasionada pelo caso. E de os policias terem encontrado com um deles uma arma. Adivinhem qual foi a forma de "tratamento" e "abordagem" que os dois receberam? É...
No vai e vem disso tudo, fica aquelas velhas e pertinentes perguntas:
Como agir numa hora dessas, quando se é abordado por um meliante, seja em coletivos, nas praças, nas ruas ou em qualquer lugar que você acha que está seguro? Como lidar e contar com a segurança pública quando ela não se faz presente? e quando se faz, ainda abusa de poder? Como transformar essa sociedade tão violentada em seus direitos humanos? Qual é o papel do estado quando protegem ladrões "invisíveis" aos nossos olhos e que só sentimos quando algum direito nosso é e foi violado?...
Gente, quero deixar claro que não estou do lado de quem tira dos outros um bem que não lhes pertence. Mas é preciso parar para refletir nas causas que levaram a esses dois jovens (é eles são jovens) a cometerem esses atos. E da forma como o estado os vê e os tratam.